Fruticultura
Teve início na década de 1970, quando através de incentivos fiscais algumas empresas apostaram em pomares de maçã e pêssego. Além disso, na mesma época o Sr. Clemente Cechet, originário da Serra Gaúcha, iniciou o cultivo da videira. Foram formados pouco mais de 100 há de pomares.
A área ficou estagnada por vários anos. Na década de 1990 algumas pessoas que trabalhavam nessas empresas tomaram a iniciativa de plantar pequenos pomares de pêssego e maçã.
Em 1997 surge o Programa de Fruticultura Irrigada da Metade Sul. Empolgado com a idéia, o Engº Agrº Alvarez Batistella (in memorian), sabedor do potencial do município engajou-se no Programa e foram conseguidos recursos para fomentar a atividade. Foram formados pomares de amora, figo, maçã, pêssego e uva, com pequenos produtores que se organizaram em uma Associação. Vieram as empresas da Serra Gaúcha, que instalaram parreirais de uvas finas para produção de vinhos finos e espumantes. Atualmente, o município também é um grande produtor de melancia, com a maior área plantada do Rio Grande do Sul.
A Secretaria Municipal de Agropecuária e Abastecimento – SMAA possui em seu Departamento Técnico um profissional cuidando do setor específico da fruticultura, disponibilizando aos produtores orientação desde a implantação de pomares até a comercialização. Já foram executados vários projetos na área, como aquisição de mudas e equipamentos de irrigação para repassar aos produtores. Atualmente, um grupo de produtores de amora está sendo beneficiado com a disponibilização de uma câmara de congelamento com capacidade para 15 toneladas de fruta.

Madeira
Em Encruzilhada florestamento iniciou há 20 anos e hoje é consorciado à fruticultura
Plantio de madeira, cultivo e extração vegetal são as atividades que movimentam a economia de Encruzilhada do Sul, município conhecido por ter mais de 400 metros de altitude e temperaturas amenas no verão e baixas no inverno. O cultivo de madeira é a marca de Encruzilhada do Sul. Como o município tem área de 3.438,5 km², sendo a maior do Vale do Rio Pardo, as possibilidades de desenvolvimento e diversificação do setor primário são muitas.
O florestamento ocupa 80 mil hectares, com plantações de pinus, eucaliptos e acácias, e gera 2.200 empregos diretos.
Encruzilhada do Sul pertence ao Vale do Rio Pardo, e fica distante 170 quilômetros de Porto Alegre. O florestamento iniciou há 20 anos com plantações de pinus. Hoje, estão aportando lá as empresas Votorantim e Aracruz. As florestas são consorciadas à fruticultura, com lavouras de melancia junto às acácias.

As maiores empresas de Encruzilhada são do setor madeireiro e de móveis. Uma delas é a Tramontina Forjasul Indústria de Madeiras Ltda., que beneficia madeira para móveis. O Senai mantém uma escola de marcenaria na cidade.
Atualmente, o florestamento responde por 23% da arrecadação municipal.
“Antes do florestamento, Encruzilhada era uma cidade tipicamente agropecuária e pobre. Com as indústrias madeireiras e a fruticultura, cresceu muito. O comércio está adiantado, surgiram grandes lojas.
O florestamento reduziu o desemprego. “Principalmente pessoas que saíam do interior e vinham para cidade sem capacitação conseguiram trabalho no cultivo das florestas. Hoje ganham bem, têm carteira assinada e transporte para ir e voltar do emprego.
A madeira produzida nas florestas de Encruzilhada vai em tábuas para a Grande Porto Alegre e também é exportada pelo Porto de Rio Grande.

Ovinocultura
Além das riquezas oriundas da madeira, Encruzilhada possui grandes extensões de terras destinadas à pecuária, principalmente bovinocultura de corte e ovinocultura. O plantio de milho, arroz, maçã, uva e feijão são os principais produtos de cultivo agrícola. É no município que estão os maiores rebanhos da região, tanto bovino, como ovino, equino e bubalino. São cerca de 120 mil bovinos e 90 mil ovinos, 8 mil equinos e em torno de 3 mil exemplares bubalinos. É também em Encruzilhada que há maior produção de lã e de mel de abelhas na região.

Maior reserva de granito do Estado

No Rio Grande do Sul, a região de Encruzilhada do Sul é privilegiada com sua rochas graníticas, que revelam grande potencialidade para extração de pedra ornamental e de revestimento. No município são encontradas mais de vinte variedades (cromática e textural), agrupando-se cinco tipos principais: Ipê Romano Escuro(IRE); Ipê Amarelo(IA); Marrom Guaíba(MG); Vermelho Capão Bonito(VCB) e Ouro Dapaz(OD). A área geográfica coberta pelo município se caracteriza por ampla variedade de riquezas minerais como estanho, cobre, tungstênio, tântalo, ferro, quartzo, pedras semi-preciosas, feldspato, ácido, óxido de ferro, mármore, caceterita, areia monasítica, calcário hidráulico e urânio, entre outras. Destaque-se ainda as excelentes condições de infra-estrutura e fácil acesso às jazidas. É o setor que aguarda o avanço do aproveitamento deste recurso mineral.

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